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Marketing parou de ser sobre execução e virou sobre criatividade (a IA explica por quê)

Por Albert Rodrigues, Sócio e CEO da Zera Company · 13 de junho de 2026 · 3 min de leitura

Marketing parou de ser sobre execução e virou sobre criatividade (a IA explica por quê)

Durante muito tempo, vencer no marketing era uma questão de braço. Ganhava quem produzia mais peças, publicava mais, testava mais anúncios, respondia mais rápido. Execução era o diferencial, e execução custava gente, tempo e dinheiro. Quem tinha o maior time executava mais e crescia mais.

Isso acabou. E os números explicam por quê.

A IA nivelou a execução

A inteligência artificial generativa transformou a parte operatória do marketing em algo rápido e barato para qualquer um. Não é opinião, é o que a pesquisa mostra:

  • A McKinsey aponta que profissionais com IA concluem tarefas até duas vezes mais rápido e têm 25% a 30% mais chance de entregar trabalhos complexos no prazo.
  • A PwC estima ganhos de produtividade de 20% a 50% com o uso de IA generativa.
  • Um experimento da BCG com cerca de 750 participantes mediu 30% a 40% de ganho de eficiência para perfis juniores e 20% a 30% para os mais experientes.

Traduzindo: escrever uma copy, gerar variações de criativo, montar um relatório, editar um vídeo, responder um cliente. Tudo isso, que antes definia quem trabalhava mais, agora é commodity. Quando todo mundo executa rápido e bem, executar deixa de ser vantagem.

O novo gargalo é a criatividade

Se a execução virou commodity, o diferencial migrou para o andar de cima: a ideia. O ângulo da campanha. A oferta que faz a pessoa parar. O posicionamento que diferencia a marca. A leitura do dado que aponta a próxima jogada. Nada disso a IA entrega pronto, porque depende de julgamento, contexto de negócio e repertório.

E aqui vem o dado mais revelador de todos: no mesmo estudo da BCG, as tarefas complexas tiveram uma queda de cerca de 23% na qualidade quando a IA foi usada sem crítica suficiente. Ou seja, jogar tudo na máquina e aceitar a primeira resposta piora o resultado. O valor está em quem sabe o que pedir, o que descartar e como dar o ângulo certo. A criatividade e o senso crítico viraram o ativo escasso.

O que isso significa na prática para a sua empresa

Três mudanças concretas de mentalidade:

  • Pare de comprar volume, comece a comprar ideia. Mais posts e mais anúncios não são mais o diferencial. O diferencial é a ideia por trás deles.
  • Use a IA para executar, não para pensar por você. Ela acelera a produção. A direção continua sendo humana, e é ela que decide se a campanha vende ou queima verba.
  • Reavalie quem você contrata. Time grande que só executa virou despesa. Vale mais um arranjo enxuto que une IA na execução com gente boa na estratégia.

Como a Zera trabalha nessa lógica

A gente foi construída para esse novo jogo. Usamos o que há de mais avançado em IA para dar conta da execução em escala (criativos, copy, automação, atendimento, relatórios) e concentramos o talento humano onde ele define o resultado: estratégia, criatividade e leitura de números. É assim que uma operação enxuta entrega como uma grande, sem inchar custo.

Quer ver onde a criatividade e a IA, juntas, destravam o seu crescimento? Peça seu diagnóstico ou veja o que fazemos.

Perguntas frequentes

A IA vai substituir o profissional de marketing?
Não o profissional que pensa. A IA substitui a parte de execução repetitiva (escrever, editar, montar relatório, gerar variações). O que ela não entrega é o julgamento criativo: a ideia, o ângulo, a oferta, o posicionamento. Estudos mostram inclusive queda de qualidade quando a IA é usada em tarefas complexas sem crítica humana. O profissional criativo fica mais valioso, não menos.
Quanto a IA aumenta a produtividade de quem faz marketing?
As pesquisas variam por tarefa, mas o intervalo é consistente: a McKinsey aponta tarefas concluídas até duas vezes mais rápido e 25% a 30% mais entregas no prazo; a PwC fala em ganhos de 20% a 50%; a BCG mediu 30% a 40% de ganho para perfis juniores. Na prática, a execução deixou de ser o gargalo.
Se a IA executa, qual é o papel da agência hoje?
Deixar de vender mão de obra e passar a vender critério. A agência certa usa IA para executar rápido e barato e concentra o talento humano onde ele decide o resultado: estratégia, criatividade, oferta e leitura de dados. É esse o modelo que a Zera opera.
Albert Rodrigues

Albert Rodrigues

Sócio e CEO da Zera Company

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