Marketing
O fim da agência que faz só uma coisa
Por Albert Rodrigues, Sócio e CEO da Zera Company · 23 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Toda semana sai uma notícia de agência de publicidade cortando vaga. Isso não é ciclo ruim de economia. É estrutural, e está acontecendo rápido demais para ser coincidência.
A Forrester, uma das consultorias mais respeitadas do setor, projetava até pouco tempo atrás uma queda gradual de 7,5% no quadro de agências até 2030. Revisou a conta: agora projeta 15% de corte só em 2026. O que era plano de oito anos virou realidade de um ano. Mas o mais importante não é a inteligência artificial que todo mundo já culpa. É outra coisa, mais simples e mais antiga, que a IA só deixou impossível de esconder.
Os números que já não dá para ignorar
Os holdings de publicidade, os grandes grupos donos das maiores agências do mundo, estão cortando em escala. A Dentsu eliminou 3.400 vagas. A WPP cortou 7.000, incluindo 700 só na Ogilvy. A IPG cortou 3.200, e depois de se fundir com a Omnicom, o grupo combinado está buscando US$ 1,5 bilhão de economia em dois anos.
Ao mesmo tempo, a fatia das grandes agências no mercado publicitário americano encolheu de 44,6% em 2019 para 29,6% no início de 2024, segundo dados do Advertiser Perceptions. O dinheiro está saindo da agência tradicional. A pergunta que interessa é: para onde ele está indo.
O verdadeiro vilão não é a inteligência artificial
A inteligência artificial acelerou a queda, mas não é a causa raiz. A causa raiz é mais velha e mais chata: a fragmentação.
Pega o dia a dia comum de uma empresa pequena ou média. A agência cuida do anúncio no Google e na Meta. Um sistema de CRM comprado à parte, que ninguém atualiza direito. Uma pessoa respondendo WhatsApp manualmente, sem histórico de conversa nenhum. Uma planilha separada para controlar o marketplace. Cada peça funciona sozinha. Nenhuma conversa com a outra.
O resultado é sempre o mesmo: no fim do mês, ninguém sabe ao certo o que realmente virou venda. O anúncio gerou contato, mas será que aquele contato comprou? O atendimento respondeu rápido, mas essa venda voltou para a campanha aprender? A resposta quase sempre é não, porque cada fornecedor cuida só do próprio pedaço, sem ver o resto. Esse é o vilão real: uma colcha de retalhos que custa caro, quebra fácil e não fala a própria língua entre si.
O que já está vencendo no lugar
Enquanto a agência fragmentada encolhe, um outro modelo está crescendo em cima da própria fraqueza dela: o ecossistema.
A HubSpot construiu o próprio negócio inteiro em cima dessa ideia. Em vez de vender uma ferramenta isolada, vende marketing, vendas e atendimento conectados por um único cadastro de cliente, o que ela mesma chama de “feito de propósito, não montado aos pedaços”, numa referência direta aos concorrentes que cresceram comprando empresas diferentes e nunca as integraram de verdade.
No Brasil, a prova mais concreta desse modelo é a RD Station. Nasceu de marketing, expandiu para CRM e atendimento, e em 2021 foi comprada pela TOTVS por quase R$ 2 bilhões, um valor descrito na época como “de IPO” pela imprensa especializada. O mercado pagou caro exatamente pelo que a agência fragmentada não tem: dado que conversa entre si.
O que ainda faltava para a pequena empresa
Só que esse modelo de ecossistema sempre foi coisa de empresa grande. HubSpot e Salesforce custam caro e são pensados para times de marketing robustos. RD Station resolve parte do problema, mas ainda é ferramenta: alguém da própria empresa precisa operar. A pequena e média empresa brasileira, a que mais sofre com a colcha de retalhos, continuou de fora.
Como a Zera constrói isso
A Zera aposta nesse modelo desde o início, com inteligência artificial dentro de cada peça. Digital Core cuida do tráfego pago no Google e na Meta com a confiança de saber, com prova, que cada real investido virou venda de verdade. Neural Core é a arquitetura de inteligência artificial personalizada que garante que nenhuma venda esfrie por demora no WhatsApp. Market Core cuida do marketplace com o alívio de fechar o mês sabendo que sobrou dinheiro de verdade, não só número na tela. O Zera Reporter consolida tudo isso num só relatório, e o ZeraSign resolve a assinatura eletrônica do negócio.
A diferença central não está em nenhuma peça isolada. Está no fato de que todas compartilham o mesmo dado de quem realmente comprou, e de que a inteligência artificial já nasce dentro do ecossistema, não colada por fora depois.
O que isso significa para você
Se você paga vários fornecedores que nunca se falam, você não tem uma estratégia de marketing. Tem uma colcha de retalhos esperando para ser substituída, exatamente como está acontecendo com as grandes agências agora. A pergunta não é mais se o modelo fragmentado vai perder espaço. É se você troca antes ou depois de sentir o prejuízo.
Se quiser ver como fica o seu negócio dentro de um ecossistema de verdade, peça o seu diagnóstico e converse com a Zera.
Perguntas frequentes
- Por que as agências de marketing tradicionais estão perdendo espaço?
- Por dois motivos combinados. A inteligência artificial automatizou boa parte da execução repetitiva, e a Forrester projeta que os cortes de vagas em agências, que antes eram esperados para acontecer aos poucos até 2030, vão chegar a 15% só em 2026. Mas o motivo mais profundo é a fragmentação: cliente paga vários fornecedores que não conversam entre si, e no fim ninguém sabe o que realmente gerou venda.
- O que é uma empresa com ecossistema de marketing?
- É quando marketing, atendimento e dados de venda vivem sob o mesmo teto, com a mesma base de informação, em vez de espalhados em ferramentas separadas. HubSpot, Salesforce e a brasileira RD Station cresceram assim. A diferença central é que o dado de quem virou cliente de verdade alimenta todas as frentes ao mesmo tempo, em vez de ficar preso numa planilha que ninguém atualiza.
- A Zera Company é uma agência de marketing?
- Não. A Zera é uma assessoria que construiu um ecossistema: tráfego pago (Digital Core), atendimento com inteligência artificial no WhatsApp (Neural Core) e gestão de marketplace (Market Core) compartilham o mesmo dado de venda, com Zera Reporter consolidando o resultado. Não é uma agência que faz uma coisa e terceiriza o resto.
Albert Rodrigues
Sócio e CEO da Zera Company
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