Os termos do tráfego pago, traduzidos para o seu caixa.
Toda agência joga sigla na sua cara para parecer complexa. Aqui é o contrário: cada termo em uma frase, com o que ele muda no seu faturamento e o erro que faz você perder dinheiro. Busque o que precisa ou navegue pelas categorias.
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Dinheiro e retorno
ROI Retorno sobre Investimento
ROI é o retorno sobre todo o investimento em marketing: a receita gerada menos o custo, dividido pelo custo. É o número que diz, no fim do mês, se o marketing virou lucro ou só despesa. ROI negativo por muito tempo significa que você está pagando para trabalhar.
ROAS é a receita que cada real investido em anúncio gerou. Se você investe R$1.000 e vende R$4.000, o ROAS é 4. Diferente do ROI, olha só a mídia, sem os outros custos. Por isso ROAS alto com margem baixa ainda pode dar prejuízo no caixa.
CAC é o custo de conquistar um cliente pagante, somando anúncio, ferramentas e equipe, dividido pelo número de clientes fechados. Se gastou R$5.000 e fechou 10, o CAC é R$500. Só faz sentido comparado ao lucro que o cliente deixa no tempo (o LTV de margem): CAC acima disso é perder dinheiro escalando.
CPL é o custo de gerar um contato interessado (um lead), não uma venda. É o primeiro sinal se a campanha está cara ou barata para atrair gente. Cuidado: CPL baixo com lead ruim é armadilha, enche o funil de curioso. O que importa é o custo por lead que vira cliente.
CPA é o custo de cada ação que vale dinheiro para você: uma venda, um orçamento fechado, um agendamento. É mais honesto que o CPL porque mede o resultado real, não o interesse. Otimizar a campanha por CPA, e não por clique ou lead, é o que aproxima o anúncio do seu caixa.
LTV é quanto de lucro um cliente deixa ao longo do relacionamento: ticket médio vezes compras por ano vezes anos, aplicando a sua margem. Com ticket R$300, 4 compras por ano, 3 anos e 40% de margem, o LTV é R$1.440. É esse número, não a receita bruta, que define quanto você pode gastar de CAC sem perder dinheiro.
Ticket médio é o valor médio de cada venda: receita total dividida pelo número de vendas. Subir o ticket médio (com combo, upsell ou foco em cliente maior) aumenta o lucro sem gastar mais em anúncio. É uma das alavancas mais baratas, porque mexe no que entra, não no que você paga para atrair.
CPC é quanto você paga cada vez que alguém clica no seu anúncio. Serve para comparar criativos e públicos, mas é métrica de meio: clique não paga boleto. CPC baixo com página ruim só queima dinheiro mais rápido. Use para diagnosticar, nunca para provar resultado sozinho.
CPM é o custo de exibir o seu anúncio mil vezes. Mede o preço de aparecer, não de vender. Sobe quando o público é disputado ou quando o criativo cansa e o algoritmo pune com entrega mais cara. Serve para entender o custo da mídia, mas não diz nada sobre quem comprou.
CTR é a porcentagem de quem viu o anúncio e clicou. CTR alto costuma indicar que o criativo e a oferta batem com o público. É um bom termômetro do anúncio, mas clique não é venda: CTR alto que leva a uma página fraca só aumenta o custo. Diagnostica o criativo, não o resultado.
Taxa de conversão é a porcentagem de pessoas que fez o que você queria: comprou, preencheu o formulário, chamou no WhatsApp. É onde o dinheiro para de vazar ou continua vazando. Muitas vezes dobrar a conversão da página rende mais que dobrar a verba de anúncio, e sai bem mais barato.
Tráfego pago é levar visitantes ao seu negócio pagando por espaço de anúncio no Google, na Meta e em outras plataformas, em vez de esperar aparecerem sozinhos. A vantagem é a previsibilidade: você liga a torneira e sabe mais ou menos quanto entra. Só vira lucro quando cada real persegue quem realmente compra.
Funil de vendas é o caminho que a pessoa percorre de estranho até cliente: descobre, considera, decide, compra. Cada etapa perde gente, por isso o nome funil. Entender onde o seu funil vaza (anúncio, página, atendimento ou fechamento) mostra exatamente onde você está perdendo dinheiro e o que consertar primeiro.
Lead qualificado é o contato que tem perfil, verba e momento para comprar de você, não qualquer curioso que deixou o número. Encher o funil de lead solto dá sensação de movimento e não vira caixa. O jogo é trocar volume por qualidade: menos leads, mais gente que realmente fecha.
Lead scoring é dar uma nota a cada lead pelo quanto ele parece pronto para comprar, com base no perfil e no comportamento. Assim o seu time liga primeiro para quem tem mais chance de fechar, em vez de gastar hora com curioso. Transforma uma lista bagunçada de contatos numa fila de prioridade que rende venda.
Landing page é uma página feita para um único objetivo: converter quem veio do anúncio, sem menu nem rota de fuga. Diferente da home, tem uma só promessa e um só botão. Mandar tráfego pago para a home no lugar de uma landing dedicada é um dos jeitos mais comuns de queimar verba.
Remarketing é mostrar anúncio de novo para quem já visitou o seu site ou falou com você e não comprou. Como essa gente já conhece a marca, costuma ser o dinheiro mais barato e rentável da conta. Ignorar o remarketing é deixar na mesa quem estava a um empurrão de fechar.
Público lookalike é quando a plataforma parte da lista dos seus melhores clientes e encontra gente parecida para você anunciar. Quanto melhor a lista de origem (compradores de verdade, não leads soltos), melhor o público. É uma das formas mais eficientes de escalar sem cair na qualidade de quem chega.
Pixel é um código no seu site que avisa a plataforma de anúncio (o Meta Pixel, a tag do Google Ads e afins) o que as pessoas fizeram: viram um produto, iniciaram uma compra, converteram. Sem ele, o algoritmo otimiza no escuro. Pixel bem configurado é o que ensina a campanha a buscar quem compra.
CAPI é o envio das conversões direto do seu servidor para a plataforma de anúncio, sem depender do navegador. Com bloqueadores e limites de cookie, o pixel sozinho perde eventos; a CAPI recupera esses dados. Na prática, isso baixa o custo por venda porque a campanha volta a enxergar quem realmente comprou.
Atribuição é a regra que decide qual anúncio ou canal leva o crédito por uma venda quando o cliente passou por vários. Atribuição errada faz você cortar o que estava vendendo e investir no que só aparecia por último. É o que separa decisão baseada em dado de decisão baseada em achismo.
SEO é o conjunto de técnicas para o seu site aparecer no Google sem pagar por clique. Rende tráfego que não para quando você desliga a verba, mas leva tempo para maturar. Tráfego pago traz resultado agora; SEO constrói um ativo que trabalha por você depois. Os dois juntos se sustentam.
GEO é otimizar para ser citado nas respostas das IAs (ChatGPT, Gemini, Perplexity), não só nos links do Google. Quando alguém pergunta a uma IA quem resolve o problema dele, você quer ser a resposta. Se apoia em SEO bem feito e, principalmente, em presença da marca fora do próprio site.